sábado, 14 de agosto de 2010

Uma semana de impacto

“E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. [...] Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:4, 9). Este texto bíblico tem sido relacionado com o descanso provido por uma relação salvadora com Deus; o descanso que vem da paz que sentimos quando O recebemos no coração. Para alguns estudiosos, Hebreus 4 também se refere ao descanso final que desfrutaremos quando chegarmos à Nova Jerusalém, na companhia do Criador e de todos os remidos de todas as épocas. Mas, como o verso 4 menciona o sábado, podemos considerar o sétimo dia da semana e a pausa restauradora provida por ele como um antegozo do Céu, quando nossa relação com Deus será aprofundada a um nível que jamais seria possível neste lado da eternidade e quando estaremos livres da triste realidade do pecado e suas consequências já tão conhecidas depois de seis milênios de lutas e sofrimentos.

Nesse sentido, o descanso sabático instituído por Deus para a humanidade – antes mesmo de haver qualquer judeu sobre a Terra e antes da queda dos primeiros seres humanos – é, além de um monumento da Criação e uma pausa para adoração mais significativa, uma janela para o futuro glorioso que aguarda aqueles que amam a Deus. Quem não gosta de guardar o sábado, isto é, de dedicar 24 horas para o que de mais importante há nesta vida – nossa relação com o Criador –, dificilmente apreciaria estar no Céu, no grande descanso final. O sábado é um “ensaio” para o que nos espera. É a ponte do Éden perdido (pois foi estabelecido lá) para o Éden restaurado (pois também será guardado lá).

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